Matisse - Lady on the terrace (1906)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Violência contra as mulheres no Congo não deve ser esquecida!!


O evento Fronteiras do Pensamento 2010 – realizado no Salão de Atos da UFRGS - trouxe à Porto Alegre esta semana o médico congolês Denis Mukwege, que já foi indicado ao Nobel da Paz, e ele trouxe à público novamente um fato que o mundo por vezes parece esquecer, mas que é de grande importância: a violência contra as mulheres no Congo. O próprio médico diz que já tratou mais de 21 mil mulheres vítimas de violência sexual durante os anos de guerra no país, mas não há números que contem ou calculemo sofrimento delas. Li na ZH algumas coisas que ele disse, e gostaria de divulgar:

“A violência contra a mulher é contra nossa humanidade. A violação não é uma relação sexual. A violação é uma destruição.”

“A medicina que não tem a vida como prioridade abdicou de sua vocação de medicina.”

“Não há democracia sem direitos humanos..”

“Penso que a política da ONU na África deve ser repensada. A ONU devia ter um papel muito mais forte. O papel de observador não leva a nada. No genocídio de Ruanda, com 1 milhão de mortos, a ONU estava lá e saiu.”

Segundo o site Opinião e Notícia os ataques sexuais são praticados rotineiramente por soldados, políciais, grupos armados e cada vez mais por civis. De acordo com um relatório da ONU, o estupro e a violência contra mulheres são vistos por uma grande parcela da sociedade como normais. Muitas mulheres sofrem estupros coletivos, às vezes diante de suas famílias, e homens são forçados, sob ameaça de morte, a estuprar suas filhas, mães ou irmãs.
Há mais de dez anos as mulheres sofrem graves atentados deste tipo, e muitas deram-se conta de que o estupro é utilizado como arma de guerra. Só no primeiro semestre de 2008 foram registrados mais de 1.470 casos, de acordo com o site Observatório da Mulher. Essa prática começou com a força paramilitar de Ruanda que invadiu o Congo, mas como a justiça do país não funciona, esses crimes permaneceram impunes, então os congoleses também começaram a praticá-los, inclusive os civis. A violência é praticada em casa, na escola, em todo o lugar. O resultado desta terrível situação é o aumento do número de crianças órfãs e contaminadas com o HIV, além do alto índice de gravidez, chegando a 4 para cada 10 estupros.
O mais triste é que eu não ouço nenhum jornal falar disso, então quem vai denunciar este horror???
Até quando as notícias sobre o Mercado Interno e os números da Bolsa de Valores serão mais importantes que tantas vidas destruídas??? Ah mas é lá na África não é mesmo??? Se fosse nos USA seria diferente! E a ONU faz o quê? Ah, a ONU na verdade é mais um braço Norte Americano pelo mundo!
Isso é assunto que devia ser debatido em escolas, em casa, na padaria do seu João...sei lá...
Eu, como espírita e yoguin sei que a humanidade está em processo de aprendizado, que estamos chegando em um momento bastante sério e acredito que o universo irá se encarregar de ajeitar as coisas em seus devidos lugares, mas enquanto isso o mundo precisa se mecher!!! Ter fé não significa ficar sentados de braços cruzados sem fazer nada. Ao contrário, é preciso denunciar! Se nossa ação é pouca, que seja alta nossa voz, que nossa palavra possa ecoar pelos quatro cantos deste planeta e ajudar a acabar com a injustiça e a violência!
Enquanto isso...quem ajuda aquelas mulheres???? Como as pessoas conseguem dormir??


Ler mais:

http://observatoriodamulher.org.br/site/index.phpoption=com_content&task=view&id=384&Itemid=64

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