Matisse - Lady on the terrace (1906)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Os compromissos assumidos e as fugas...


São tantos temas para serem discutidos e pensados que talvez um blog seja pouco... este, sobre o qual me debruço agora eu considero muito importante porque trata-se de uma questão cotidiana, extremamente recorrente, bem comum mesmo que é  a traição. Longe de me ater às explicações simplistas ou apenas aquelas dadas por um único ponto de vista, acredito que a traição é uma questão complexa, tanto quanto complexo é o ser humano!


Quando estamos prestes a reencarnar e temos a possibilidade de escolhermos a forma como vamos expiar nosso carma, os meios pelos quais faremos nossos aprendizados, muitas vezes fazemos escolhas difíceis, crentes que ao chegarmos aqui iremos lembrar-nos do compromisso assumido e que tudo vai ser simples... mas não é bem assim.

 Algumas vezes nos impusemos penas duras de uma só vez, a fim de ser mais rápida nossa ascensão espiritual, no entanto, acabamos falhando ao longo da caminhada. Há ainda os casos em que não temos, por falta de merecimento, a oportunidade de fazermos as tais escolhas, e a forma como a vida irá se desenrolar a ponto de nos proporcionar os ensinamentos necessários nos é imposta... e embora sejamos bem avisados sobre nossas atitude chegamos aqui e novamente incorremos nos mesmos erros!

Sim, errar faz parte de nossa natureza, definitivamente não somos perfeitos, mas também não é bem verdade aquela afirmação que ouço seguidamente: “eu nasci assim, sou assim e vou morrer assim!”

Nascer com problemas e dificuldades eu compreendo, quem de nós não tem provas a cumprir?  Porém aceitar com naturalidade que não há jeito de mudar é uma questão séria demais para ser dita em tom de brincadeira!

Nossa obrigação aqui na encarnação atual não é justamente a busca da evolução espiritual? A busca da iluminação? Não é a ideia principal que a gente se liberte das amarras do passado e nos preparemos para enfrentar a vida sem mágoas, rancores, ódios e sim como amor, esperança, fé, serenidade? O que fizermos de nossa existência será feito do planeta, por isso somos co-responsáveis por tudo que há de ruim acontecendo no mundo quando emitimos pensamentos negativos ou temos atitudes negativas.

Não há ação sem reação!

Onde entra a traição? Neste instante: quando nos apaixonamos por alguém e assumimos com esta pessoa – nossa irmã de jornada espiritual – um compromisso, seja namoro, casamento, união estável, enfim, devemos honrar este compromisso assim como deveríamos honrar as promessas e compromissos que assumimos ao encarnarmos. É a mesma coisa! Somos co-responsáveis pela vida desta pessoa também. Há um envolvimento espiritual e energético muito poderoso aí! Bem ao contrário do que se pensa o sexo de carnal não tem nada, é energia pura, densa, que mantém espíritos ligados por sucessivas vidas de forma positiva ou extremamente negativa. Que dizer então da paixão e do amor? Verdadeiras redes de conexões energéticas para o bem ou mal, nos aprisionando a outrem ou nos ligando com as forças astrais superiores. Só depende de como agimos.

Devemos agir com seriedade em todos os aspectos. A mesma seriedade que temos em nosso trabalho, com os nossos filhos, com nossos pais e irmãos daqui. Não há diferença. Prometemos nos momentos de felicidade cuidar, respeitar, amar... mas basta qualquer coisa dar errado, ou de repente a percepção de que aquele relacionamento não é o que a pessoa queria de verdade e pronto, ela vai em busca de outro que preencha seu vazio existencial!

Afirmo com todas as letras e sem medo de errar que não há droga, bebida, cigarro, aventura sexual, etc, que trate o vazio existencial de quem não sente verdadeiramente a presença de DEUS no âmago do coração. A presença do EU SOU está lá, sempre esteve, mas nós esquecemos de nossa natureza divina e caímos na farra, na busca desenfreada dos prazeres mundanos e fáceis de encontrar, por que por incrível que possa parecer é mais fácil enxergar um ponto cinza do meio da rua que a chama divina dentro de cada um de nós.

Fugimos de nos encontrar de tal maneira que somos capazes de passar uma encarnação inteira sem nos conhecermos, sem saber até onde vão nossas limitações e capacidades, sem saber como e por que nos apaixonamos, e por que deixamos de nos apaixonar. Sem perceber o que mais nos incomoda no parceiro e por que, e também não lembramos que os defeitos do outro geralmente são nosso espelho, uma boa oportunidade para nos enxergarmos e corrigirmos nosso comportamento.

Fugimos de saber o que realmente amamos fazer na vida, de saber o que mais nos faz felizes... sequer nos permitimos parar para uma breve reflexão, sempre com a desculpa de não termos tempo.

E se não encontramos tempo para nós, quando e como encontraremos tempo para cuidar do outro? Ninguém ama alguém se não se ama, não respeita outro alguém se não se respeita, e assim vai!

Trair se tornou tão corriqueiro que há muitas pessoas traindo sem terem ao menos desculpa de problemas no relacionamento. Esta fuga da realidade inclusive gerou um comércio que insiste em existir desde antes o Mestre Jesus ter renascido aqui.

Como disse antes, a cada ação uma reação! Por que há quem trai, há quem se vende, há quem agencie, há o estabelecimento que venda a bebida e as drogas... uma cadeia de ações gerando carmas individuais e coletivos...

E o que dizer dos que traem por que se apaixonaram por outro alguém? Bem melhor do que procurar sexo em lugares de baixíssimo padrão vibratório, mas ainda assim, por que não sentar e conversar com a pessoa com quem se assumiu compromisso?

Por que julgamos tão difícil olhar nos olhos e admitir que ficamos confusos, que os sentimentos estão embaralhados, que tem um outro alguém que mudou algo dentro de nós? Que medo enorme é esse temos de nos abrir, de sermos honestos com a gente e com o outro? Que pavor de nos mostrarmos frágeis e assumirmos as fraquezas e os defeitos?

Nessa hora eu vejo a humanidade como um grupo de crianças que acreditam que já são adultas por que aprenderam a segurar o próprio garfo e entraram para a escola!

Não há curso superior, trabalho, profissão, dinheiro, status e qualquer outra coisa que garanta a maturidade do indivíduo, é a forma como ele se relaciona, como lida com seus sentimentos, com suas emoções, é pela forma como trata o outro, é de acordo com o respeito que demonstra pelos sentimentos alheios, pelas frustrações  e dificuldades do outro.

Quem trai, trai a si mesmo! Trai sua gigantesca necessidade de se tornar humilde, de não mentir, não enganar. Trai sua capacidade de amadurecer e assumir os erros, trai a confiança do outro e de si mesmo, trai os princípios universais da grande Lei deixada pelo nosso amado Mestre Jesus “AMAI AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO”.  Só esta Lei resume tudo. Não devemos jamais fazer ao outro o que não gostaríamos que fizessem conosco!

É muito mais simples do que parece – é uma questão de escolha de vida e de determinação em seguir o caminho do bem.

Quem trai, trai à sua natureza divina, ao seu plano divino organizado antes da encarnação, trai os compromissos assumidos com o plano astral e trai a sua própria consciência, que é quem vai ditar as provas e expiações das próximas encarnações, por que nós mesmos, através de nossas atitudes, é que vamos de encontro aos problemas e dores de cabeça tão conhecidos daqui da Terra, afinal, como também disse o Grande Mestre: “A CADA UM CONFORME SUA OBRA!”

Pense bem na obra que você está construindo por aqui... ela vai te acompanhar nesta em outras encarnações, não tenha dúvidas! Sempre há tempo de pensar, de escolher, de refletir. Lembre-se sempre das palavras do Mestre e a verdade surgirá, iluminando os breus que ainda nos faltam entender e aceitar, para darmos início a nossa reforma íntima, tão urgente e tão negligenciada!



 Rashmi.






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O homem apenas enxerga a sombra do céu!

Este post trata de um assunto teoricamente um tanto quanto obsoleto, do ponto de vista jornalístico, em que no dia seguinte a notícia já não importa mais, no entanto, no que se refere à vida, e aos temas realmente crucias de se abordar a fim de se viver melhor, o tema é fundamental de ser discutido!
É mais um post que revela minha total perplexidade diante da euforia humana no que tange à violência. Estamos tão próximos da barbárie e, no entanto, houve comemoração!! Como assim???
A princípio pensei ter escutado mal. Decerto algum tipo de alucinação daquelas que acometem os ingênuos e sonhadores. Qual nada, era a mais desconcertante realidade.
Caso ainda não tenha sido clara, me refiro à morte de Osama Bin Laden. Mais precisamente a respeito do circo que se formou em torno deste fato.
Começo minhas reflexões com muitas perguntas e quase nenhuma resposta. Que direito têm os EUA de julgar, matar e se livrar do corpo de um ser humano da maneira como agiu? Bin Laden era diferente de qualquer outro indivíduo do ponto de vista dos seus direitos? Por que sua família não pode lhe dar um funeral digno? Por que ele não foi preso, por que não teve direito à defesa, não foi julgado dentro dos mesmos princípios de lei que supostamente regem o mundo?
Imagino que alguém a esta altura está me achando ainda mais ingênua e eu me defendo afirmando que não se trata de viver no mundo da lua mas sim de crer que todos, sem exceção, todos merecem o mesmo tratamento por parte da Justiça e do Estado, independente de suas atitudes, crenças, posições políticas ou classe social.
Isto está na lei!
E por que não aplicou-se a lei? Quem decidiu em seu nome? Homens baseados em princípios militares, em nome da aclamada segurança. E sendo assim, absolutamente propensos a cometer os mesmos erros que os ditos assassinos.
Ora, então condenar alguém a um destino cruel, à morte, à tortura, à prisão perpétua, a ser jogado no mar – caso de Osama, ou mesmo enforcado num ato bizarro - como foi com Sadan Hussein, não seria se igualar em maldade ou no mínimo em falta de sensibilidade pela vida humana, tanto quanto os réus condenados?
Quem de nós tem o direito de determinar o momento que um ser vivo deve desencarnar? Quem de nós, homens, no auge de nossa pressa em condenar, impaciência no trabalho, incoerência, intolerância no trânsito, busca desmedida por dinheiro, ausência de valores e de base familiar, desrespeito total ao próximo e extrema falta de fé, é capaz de dizer, com sabedoria o que um ou outro merecem?
Definir a hora que o outro deve pagar suas dívidas terrenas com sofrimento e humilhação? Quem de nós tem discernimento para isso?
Existem leis, pois que se cumpram!
Ainda que imperfeitas, pois demonstram a tentativa da humanidade em se ajustar aos acontecimentos. Porém a pena de morte é algo tão injustificável que não permite que se diferenciem os assassinos réus dos assassinos do outro lado da bancada, ou seja, quem é pior? O que matou ou feriu por ódio, por loucura, por revolta, ou aquele que sentado em seu gabinete, sem nenhum motivo que o valha, apenas com uma caneta mata alguém que nada lhe fez? (e neste caso não faz diferença que o indivíduo tenha cometido muitos atos criminosos, os direitos são os mesmos!)
Pos acaso a gravata lhe dá esta prerrogativa? Talvez, assim como a arma seja a prerrogativa do criminoso!
A mim tanto faz se tratar de Osama ou de Sadan, embora em momento algum de sua história tenha eu concordado com quaisquer de seus atos. Da mesma maneira não me importa se nos presídios se encontrem assaltantes, maníacos, etc. Ainda assim isto não me parece motivo para que estes indivíduos precisem tomar banho frio mesmo no inverno (e aqui no sul nós sabemos o que isto significa), não ter onde dormir, viverem amontoados feito uma colônia de formigas ou cupins, e não receberem alimentação digna. Isso sem falar nas pancadas, agressões verbais e de toda a ordem, etc.
No que isto ajuda a edificar um homem? No que isto contribui? Esta resposta eu sei: em NADA. Isso gera mais e mais revolta, ódio, desejo de vingança, e mais intolerância. E no que isso ajuda a fazer evoluir a sociedade? O que traz de benefícios para o convívio e o bem estar? NADA outra vez!
Para não ser injusta com as formigas ou cupins, estes formam uma sociedade extremamente organizada, apesar de antidemocrática em um primeiro olhar, mas todos vivem de acordo com sua natureza, cumprindo aquilo para o que foram destinados. E nós, que desenvolvemos ao longo de uma história nada simples, um amplo código moral e social, respaldado por ciências complexas e seus compêndios extensos, cujo valor parece estar mais voltado à forma que propriamente ao conteúdo. O que fizemos disso tudo? Outra vez NADA!
Mataram a palavra!

É como sinto agora, ouvindo tamanha barbárie. Me sinto tão empobrecida como ser humano, tão enfraquecida enquanto ser pertencente a uma organização social que nega em atitudes o que hipocritamente grita em teoria.
Me sinto ofendida ao ver nas ruas uma boa parcela de população a comemorar a morte, a desgraça, a humilhação de uma criatura que assim como todos nós merece o perdão, merece o esclarecimento a respeito de suas atitudes equivocadas que causaram sofrimento. A punição extrema não ajuda um rebelde a ter compaixão, nem ameniza a revolta que lhe impede de enxergar a realidade.
É certo pensar que a cada um será dado conforme a sua obra. Que talvez os seres que agem somente para o mal acabem por receber de volta boa parte desse mal. Mas não cabe a nós, homens, julgar. Não nos pertence esta decisão! Não fomos promovidos a Deuses, a menos que me tenha falhado a memória.
O que estamos fazendo com nossa liberdade de expressão? Saudando o ódio e abraçando a antiga lei “Olho por Olho, Dente por Dente”.
É a barbárie, sem dúvidas!
Voltamos à Idade Média. Talvez falte pouco para termos forcas e guilhotinas nas praças. Até falei nisso em outro post – aquele sobre o vestido e a intolerância dos estudantes.
Parece tema recorrente? Por que será? Por que nos acostumamos com a vingança, com o mito do bandido e do herói. O bom e o mau, quando na verdade somos um pouco de cada um, tão somente movidos por escolhas diferentes.
O terrorismo não acaba por que morreu um líder – mais simbólico que efetivo - assim como as ocupações “necessárias” e as guerrilhas não cessam quando ocorrem baixas, e isso por que alguém tem que lucrar com o comércio de armas, entre outras coisas. Os motivos estão muito além das alegações meramente religiosas ou simplificadamente políticas. No caso em questão, as mortes foram queima de arquivo, foram uma resposta em tom de ameaça. Muda o quê mesmo? Aumenta o índice de popularidade de um, respalda as intenções e os gastos de outro. Em suma, todos saímos perdendo em termos de diplomacia e de ética. Olha só a palavra que eu estava esperando aparecer: ÉTICA. Por onde andavas afinal??
E assim caminha a humanidade, olhando para o chão, vivendo de admirar a sombra do céu, se mantendo, desta forma tão distante de Deus!
Enquanto precisarmos de fatos deprimentes e depreciáveis como estes para sentirmos um gozo provisório ou um prazer temporário, seremos como insetos dentro de um frasco de vidro, crentes na liberdade, quando na verdade, sequer enxergamos de forma clara o que se passa do lado de fora do vidro embaçado, mas nos contentando em poder voar em círculos, sem, no entanto, sair do lugar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Beijo e o Sagrado

Não gostaria de falar do beijo apenas por que hoje é o dia do beijo, assim de maneira simplista, como fosse um assunto qualquer, daqueles que não merecem maiores considerações. Ao contrário, esse assunto rende um tanto, por isso quero falar tudo o que penso, só para variar. Para nós encarnados existe a necessidade do corpo feito de matéria, ideal para a vivência aqui na Terra. Por este motivo, a meu ver, o corpo é algo sagrado por ser ele a casa do espírito. E sendo assim, tudo que se refere a ele deve ser também sagrado do mesmo modo. A comida saudável – e por isso ser vegetariana, a bebida saudável, hábitos saudáveis, e por que não, sexo saudável. O que seria sexo saudável? A meu ver é aquele que se faz com quem se ama, em uma troca intensa de energias positivas, com o pensamento elevado de modo que ao final, a sensação de paz e felicidade seja completa.

Minha ideia não é falar sobre sexo, mas sim de tudo que envolve as relações humanas, e eis que surge a questão com o tal dia do beijo então aproveito para tocar no assunto a fim de recompor meu raciocínio. Continuando... muitas pessoas entendem o sexo, o beijo e o toque como algo banalizado. Se faz sem pensar e ponto, simplesmente por que todo mundo faz, ninguém tem nada a ver com isso. Casais que se conheceram ontem já dizem te amo, assim, sem mais. Aqui também se incluem aqueles que costumam dividir a intimidade na rua, se agarrando voluptuosamente para quem queira ver.

Outros por uma questão religiosa abominam a ideia ou se sentem culpados por terem desejos. Alguns são absolutamente fechados ao toque, não abraçam nem os familiares. Há os pais que nunca beijam seus filhos, que por sua vez jamais beijarão os seus e assim sucessivamente em uma teia de desafetos, sendo perpetuada por gerações.

Detesto fazer julgamentos porém não posso ficar em cima do muro, então ouso dizer que ambas visões são limitadas e equivocadas.

Amor é para ser dado, doado, entregue, e seja lá mais o que e como tenha de ser. Mas é preciso envolvimento e responsabilidade. Não amamos de um dia para o outro. Quem diz que o faz provavelmente não se conhece, tampouco ao amor. As entregas sem sentimentos geram energias perturbadas, desgaste psíquico e espiritual e quase sempre nos trazem dores de cabeça.

Por outro lado, o medo de amar e de se entregar a um sentimento ou relação gera frustrações, neuroses, e igualmente, complicações. Sem perceber a pessoa vai se tornando amarga, mesquinha, invejosa em ver a felicidade alheia.

Nem 8 nem 80 – o caminho do meio é sempre o ideal. Em esferas mais elevadas, onde os seres não necessitam de um corpo material pois se encontram em um patamar mais evoluído, não existem problemas desta ordem. No entanto, aqui na Terra a única forma que encontramos de nos relacionar foi através do toque, da carne. Eu costumo brincar dizendo que o ser humano só sabe viver se for amando a tudo visceralmente, e faz um certo sentido.

Somos trazidos ao mundo dentro do ventre de nossas mães, ligados a ela literalmente por laços de sangue. Nascemos nele e dele. Este corpo precisa sentir, tocar, beijar, amar. Só assim, com o contato físico é que realizamos e vivenciamos nossas emoções. Conseguimos, desta forma, levar os estímulos ao cérebro que processa essas emoções e nos dá a sensação química de felicidade. E é claro que felicidade vicia. É por isso que faz bem beijar e abraçar, ou mesmo segurar as mãos de quem se gosta.

Mas nem só de química vive o homem. Sem equilíbrio, bom senso e maturidade podemos não perceber quando um grande momento acontece, enquanto permanecemos buscando a felicidade em relacionamentos fugazes e vazios, que não nos acrescentam de bom para a vida.

Como disse antes, nem 8 nem 80. Não devemos esquecer que é a mente quem controla o corpo e não o contrário. Não devemos ser escravos de nossos desejos. Tudo que é demais faz mal ao corpo e ao espírito. Saber se relacionar de forma saudável, se respeitando e respeitando o outro, respeitando seus limites e os do outro é fundamental. E definitivamente, expor a intimidade não é ideal porque a nossa liberdade acaba quando começa a do nosso próximo.

Quanto à falta de afeto, de envolvimento e mesmo a abstinência sexual parcial ou total forçada, creio que o ideal é entender que estamos sujeitos a sofrer a cada passo dado, não há fórmulas nem ensinamentos que nos livrem de decepções. O equilíbrio na hora de se relacionar nos ajuda um bocado.

Não é justo atribuir ao outro a culpa por nossa impossibilidade de entender o sentir, o sofrer e o se relacionar. Estamos aqui para aprender, sempre, até que cheguemos no mais alto grau evolutivo. Pouco provável que seja na Terra, mas é um caminho por onde precisamos passar e o corpo é parte primordial desse processo.

Quanta discussão por conta de um beijo...

Não sei quem inventou este dia, ou por qual propósito. Quisera eu que não tivesse apenas um motivo comercial por trás, e sim que pudesse ser um dia para que exercitássemos o beijo no sentido sagrado, como o abraço. Um dia para se comemorar o afeto, o bem querer, o carinho. Apenas o que há de bom de mundo, e graças a Deus há um tanto de coisa boa no mundo.

Temos muito que comemorar!




imagem: google - não encontrei a autoria, quem souber avise por favor!

sábado, 9 de abril de 2011

IML - Imperceptível Miséria Lamentável

Nesta última sexta vi em um telejornal mais uma daquelas notícias bem cabeludas, difíceis de se esquecer. Seria bem cômica se não fosse bem trágica. É a respeito da situação periclitante do IML de Fortaleza. As imagens são absurdas. Os corpos estão amontoados, esperando por perícia, em macas, caixões de metal, alguns vestidos, alguns nus, alguns com a roupa íntima bagunçada, talvez em função de serem movidos, enfim, o caos.

Ao lado deles é possível ver facas (tipo de açougueiro), serras (tipo as usadas em casa mesmo quando se pretende consertar um cano), ou seja, nada que lembre, ainda que de longe, o material adequado para se fazer necropsia em um ser humano, independente de estar morto ou não. E não digo isto em tom irônico. Somos humanos mesmo quando desencarnamos e, portanto, merecemos respeito!

O lugar está pedindo socorro, as salas estão sujas, paredes com reboco caindo, entre outros problemas. Em se tratando dos vivos, trabalhar neste lugar também está terrível. Tornou-se perigoso à saúde permanecer ali, porque há o risco de se contrair meningite, hiv, e uma série de complicações causadas por bactérias.

Mas o pior está por vir: há corpos do lado de fora - não do lado de fora da sala como alguns possam pensar, e sim na rua mesmo! No pátio! São os corpos que estavam congelados e precisam ser “descongelados” sob o sol, com grandes chapas de metal em cima para aquecerem mais rápido, de modo que se possa efetuar a autópsia. A vizinhança é obrigada a conviver com o odor dos corpos já em estado de putrefação e com as imagens dantescas, uma vez que o pátio do IML não parece ser isolado com muros. É a cara do Brasil! Brasileiro sofre até depois de morto – e não é piada!

O registro das imagens foi feito em janeiro deste ano, mas segundo o sindicato dos policiais civis até agora nada mudou. A explicação é a seguinte: o local filmado é onde funciona (???) o Sistema de Verificação de Óbitos em Fortaleza, órgão responsável em verificar os corpos de pessoas que tiveram morte natural, porém o IML está em obras e as autópsias necessárias para casos de morte por meio de violência também estão sendo feitas no tal sistema de verificação de óbitos, ou seja, o que já era precário ficou ainda pior! O perito geral do IML alega que a perícia Forense segue funcionando normalmente e que, sendo assim, para ele houve apenas um caso de super lotação. Simples não é mesmo? É um homem prático ele. Admirável! Seria um caso de super lotação se a mãe dele estivesse lá? Duvido.

O Ministério Público já está a par da situação e, portanto, tomando providências. Resta-nos saber até quando isso irá continuar acontecendo. Estar em obras eu compreendo, imagino que seja difícil organizar um lugar quando se está fazendo reformas, mas nada justifica o ocorrido. Não se tratam de materiais que podemos trocar de sala ou jogar na rua, mas sim de corpos de pessoas que têm família, que têm outras pessoas esperando por notícias, sofrendo, chorando, desejando ter seu ente querido para um funeral, uma última prece, uma despedida digna!

Não se respeita o nascimento por aqui. As mulheres são mal tratadas no SUS(TO), desde o pré-natal, até o parto. Não há respeito. Não há vagas nos hospitais. Quantas ganham seus filhos dentro de táxis, ou mesmo no saguão por falta de leito. Quarto privativo e marido que possa assistir o parto são fantasia ou coisa de quem pode pagar(como tudo por aqui). Mas isso já é assunto para outro post. Apenas falo sobre isso por que se não há respeito ao nascimento como vai haver respeito à morte?? ‘Já foi, já era, tanto faz, antes ele do que eu’...tudo piada, tudo muito engraçado, pra bobo rir!

Eu aqui, até agora tentando achar graça para ver se consigo uma risadinha também, uma risada pelos impostos que pago e que não vejo utilidade alguma para tanto dinheiro arrecadado, uma risada pelas eleições e pelas promessas por saúde e amparo à sociedade, uma risada pelas ‘autoridades’ (i)responsáveis neste caso, uma risada pelo perito e sua percepção metálica, uma risada para não chorar diante de tamanha desconsideração por este povo já sofrido, mas não deu!


Está decretado, não se pode morrer em Fortaleza!



imagem: O Grito - Edvard Munch - Noruega - obra revelação do Expressionismo

Vídeo Fonte: http://noticias.r7.com/videos/imagens-mostram-o-descaso-das-autoridades-no-iml-de-fortaleza-ce-/idmedia/eef3df37aaaf936a402513b19e45e92d.html

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quando a palavra nasce

E o mês das mulheres passou. Desejei muitíssimo postar um texto em homenagem às mulheres que admiro, mas na impossibilidade de organizar um texto como eu gostaria preferi deixar para um momento em que o tempo não se fizesse carrasco. A escolhida para este post foi a americana Emily Dickinson (1830-1886), bastante conhecida por poetas brasileiros como Manuel Bandeira, Augusto de Campos, Décio Pignatari, Paulo Henriques Britto, entre outros, que já traduziram alguns de seus poemas por aqui. Era natural de Amherst, Massachusetts, onde viveu toda sua vida. Sua família tinha recursos. O pai, Edward Dickinson era advogado, e a mãe, Emily Norcross Dickinson era poeta. Por conta disso ela recebeu a melhor educação possível em sua época, em se tratando de uma mulher. Cursou a Amherst Academy, fundada por seu avô Samuel Fowler Dickinson, e depois o seminário Mount Holyoke Female Seminary, South Hadley, no mesmo Estado, mas ao se recusar declarar sua fé publicamente, o abandonou. Consta que nunca casou-se, no entanto foi apaixonada por um ministro religioso chamado Charles Wadsworth, que era casado, e para quem escreveu inúmeros poemas de amor. Quando ele foi embora para a Califórnia ela teria passado por uma grande crise emocional e escrito ainda mais, um total de 66 poemas neste período. Iniciou seus escritos por volta dos vinte anos. Ganhou fama de excêntrica, estranha, porque quando tinha cerca de 30 anos teria se encerrado na casa dos pais de onde nunca saía, retirando-se quando chegavam visitas, além de apenas usar roupas brancas, como costumava ser vista andando pela casa e pelo jardim, completamente avessa ao contato social, vivendo a escrita e a leitura intensamente. Não poderia ser diferente. Suas idéias e convicções iam contra uma série de preceitos, sem os quais uma mulher jamais poderia viver.

A forma como mais se soube a seu respeito foi através de suas cartas. Escrevia muitas. Provavelmente esse foi o jeito que encontrou de fazer parte do mundo, uma vez que, tal como era, não lhe era permitido fazer. Trocava muitas cartas com amigos seus, como Susan Dickinson, sua cunhada e vizinha; colegas de escola; familiares e alguns intelectuais como Samuel Bowles e T. W. Higginson, entre outros, o que certamente não era visto com bons olhos. Imaginem uma mulher naquele tempo conhecer, ser amiga e se corresponder com homens, sendo alguns casados. Ela afirmava que seus amigos eram propriedade sua e que eram fundamentais para a sua produção artística.

Apenas sete de seus poemas foram publicados enquanto viveu, no entanto, o número aproximado seria algo em torno de 1800. Todos escritos na clausura. Outro traço marcante em sua escrita era a linguagem inovadora, formas originais de expressão, incluindo pontuação particular, com uso de travessões, diferenciando-a dos poetas de sua época, e segundo alguns analistas, era sua maneira de marcar o ritmo.

Morreu no dia 15 de maio em Amherst, sua cidade natal, de onde nunca se afastou. Próximo de sua morte, teria pedido que sua obra fosse queimada, contudo sua irmã contrariou seu desejo póstumo. Lavínia Dickinson publicou uma antologia com o título Poems by Emily Dickinson que teve grande êxito e foi reeditada repetidas vezes.

Após sessenta anos uma nova coletânea com mais de 1.700 poemas foi editada por Thomas Johnson. Ao tomar conhecimento de sua obra, a crítica passou a ver nela uma das mais puras vozes líricas em língua inglesa do século XIX. Depois foi publicada sua correspondência e uma edição completa de suas poesias, mantendo a pontuação e o estilo tipográfico originais.

Ainda não encontrei o tempo adequado para pesquisar mais a fundo a vida de Emily, mas é dito que sua poesia é perene, e a mim é assim que parece.

"A primitiva simplicidade de suas estrofes se equilibra com audaciosa complexidade sintática e rítmica, além de flexibilidade no uso das rimas. Seus temas incluem as questões essenciais e existenciais do ser humano..." (Andre C. S. Masini - site Casa da Cultura)

De acordo com o que li, os editores costumam separar seus poemas por temas como Vida, Amor, Natureza, Morte, Tempo e Eternidade. Sua obra foi publicada somente depois de sua morte – novidade hein? – em 1890, 1891 e 1896, e apenas em 1955 foi lançada uma edição de sua poesia completa. O site American Poems tem cerca de 1775 textos disponíveis na rede, é só saber traduzir e ter uma ótima tarde.

Eu que estou com meu inglês meio capengando devido à ferrugem, prefiro ler os traduzidos, e para não dar a falsa impressão de egoísmo, dividirei com todos o primeiro poema dela que eu li e que me arrebatou. Daquele momento em diante jamais seria capaz de esquecê-la:



Uma palavra morre

ao ser pronunciada

(é o que se diz)


(flor que se cumpre

sem pergunta)


digo que é nesse

exato dia

que ela começa

a viver



(Alguns Poemas. Ed. Iluminuras. 2006)



Há outra versão deste poema que eu achei em um site, mais resumida, porém igualmente linda. Também deste site eu peguei outra linda para compartilharmos:



249


Noites Loucas — Noites Loucas!

Estivesse eu contigo

Noites Loucas seriam

Nosso luxuoso abrigo!


Para Coração em porto —

Ventos — são coisas fúteis —

Bússolas — dispensáveis —

Portulanos — inúteis!

Navegando em pleno Éden —


Ah, o Mar!

Quem dera — esta Noite — em Ti

Ancorar!


(Tradução: Paulo Henriques Britto)




vale conferir:








imagem: google

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Série Crônicas – No ônibus tudo pode acontecer (1)

A Bermuda


O ônibus não estava muito cheio. Ela ouvia Elvis no mp3. Feliz por estar sentada, o que já era algo bem promissor em um pinga de Viamão. Mas não era tão promissor quanto o menino sentado mais à frente. Conforme as pessoas iam descendo sua visão ia captando melhor aquela bela imagem. Ouvindo fone também, jeito tranquilo, bem bonitinho mesmo. Ela seguiu com suas músicas, a viagem seguiu em frente... lá pelas tantas ele se levantou. ‘Vou vê-lo melhor’, pensou ela. Ah que decepção! Ao se aproximar, pode observar a bermuda de tactel que ele usava. Definitivamente era algo que não fazia parte do que considerava, digamos assim, atraente em alguém. Na verdade não fazia parte de nada. Aquela peça pavorosa não se encaixava com nada mais do que era usado por ele. Era uma bermuda E.T. Totalmente fora de propósito. Foi um balde de água fria na sua manhã que pouco antes tinha cara de novidade. Aquela ‘coisa’ era de um mal gosto insuperável e impossível de se deixar passar em branco. Em branco ficou ela. Poxa, ele era mesmo bonitinho, mas o visual não rolou. A porta do ônibus se abriu, ele deu uma olhada básica. Normal, os homens jamais se privam de olhar. Ela fez cara de quem não entendeu nada, tipo: eu te conheço? Ele não se abalou, é claro. Para todos os efeitos, também apenas observava os demais passageiros. Ela aumentou o volume do seu player, ‘prefiro o Elvis’, pensou consigo. ‘Elvis é tudo, e de quebra, jamais o vi usando bermudas. De tactel então, nem se comenta!’



imagens: google imagens

terça-feira, 22 de março de 2011

Indiscutivelmente... Elvis (parte 2)

Essa música é tão especial, não somente por ser do Elvis (e isso já é um grande motivo para amá-la), mas por ser do Elvis e por ser uma das músicas mais românticas que ele teve a felicidade de cantar e que, de todas, é a minha preferida... ela é a que eu mais canto para o meu bem, uma, duas, três vezes, e ainda ouço no player quando estou no ônibus enquanto agradeço profunda e intimamente a Deus por ter me dado o privilégio da audição, que me permite sonhar, que me permite desligar os outros sentidos, a meu ver menos importantes, e assim sendo, me permito apenas ficar pensando no meu amado, todo o tempo... Elvis e eu, cantando para ele.




Let It Be Me

God bless the day I found you
I want to stay around you
And so I beg you
Let it be me

Don’t take this heaven from one
If you must cling to someone
Now and forever
Let it be me

Each time we meet love
I find complete love
Without your sweet love
Tell me, what would life be?

So never leave me lonely
Tell me you love me only
And that you’ll always
Let it be me


domingo, 13 de março de 2011

Pão recheado de banana

Eu tenho tanto assunto para tratar que acabo me esquecendo que este blog também foi feito com a intenção de mostrar às pessoas que as comidas vegetarianas, sem carne e sem ovos (no meu caso) são deliciosas, ao contrário do que pensam alguns mal informados! Para provar o que estou dizendo, deixo a todos uma receitinha bem boa para fazer no domingo, perfeita para ser acompanhada por um copo de suco ou uma xícara de café bem quentinho - descafeinado é claro!


massa

3 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo integral
1 colher (chá) de sal
1 xícara (chá) de leite
1 tablete (15g) de fermento biológico
1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
5 colheres (sopa) de manteiga


recheio

3 bananas-nanicas grandes picadas em rodelas
2 colheres (sopa) de suco de limão
1/2 xícara (chá) de uva passa

Modo de Preparo:
Massa: peneire os dois tipos de farinha com o sal e reserve. Numa panela, amorne o leite. Despeje-o numa tigela, junte o fermento biológico e o açúcar e misture até dissolver o fermento. Junte 1 xícara (chá) de farinha de trigo e misture até ficar homogêneo. Cubra a tigela com o filme plástico e deixe descansar, em local aquecido, por 40 minutos, ou até dobrar de volume. Em seguida, adicione 4 colheres (sopa) de manteiga amolecida e misture. Incorpore, aos poucos, o restante da farinha de trigo, amassando bem. Transfira a massa para uma superfície enfarinhada e sove por 5 minutos, ou até ficar lisa, desgrudar das mãos e formar bolhas. Coloque a massa novamente na tigela e cubra com filme plástico. Deixe crescer, em local aquecido, por 40 minutos, ou até dobrar de volume. Recheio: coloque em uma tigela as bananas, regue-as com o suco de limão e deixe descansar por 10 minutos. Em seguida, escorra o suco de limão e reserve as bananas. Montagem: coloque a massa em uma superfície enfarinhada, abra-a com um cilindro no formato de um retângulo (38cm X 42cm) e distribua a banana e a uva passa. Enrole a massa como um rocambole e corte em rodelas de 6cm de largura. Com a manteiga restante, unte uma assadeira redonda com furo no meio de 25 cm de diâmetro e polvilhe farinha de trigo. Disponha as rodelas da massa uma do lado da outra, formando um círculo. Reserve. Bata rapidamente o ovo numa tigela e pincele a massa. Deixe crescer, em local aquecido, por mais 30 minutos. Cerca de 10 minutos antes de assar, ligue o forno à temperatura média. Leve o pão ao forno por 30 minutos, ou até assar e dourar.



Categoria:Torta, pizzas e pães
Cozinha: Brasileira
Temperatura: Frio
Dificuldade: Difícil
Tempo de preparo: 40min +1h50min de descanso + o tempo de forno
Rendimento: 12 fatia











quarta-feira, 9 de março de 2011

A devastadora solidão de se viver em grupo.

Ora essa, agora não falta mais nada! Para quem ainda tem alguma dúvida de que a sociedade está doente, PARE e LEIA.

Dia destes os jornais noticiaram a patética festa de casamento do filho mais velho da patética família real britânica. Não bastasse isso já ser um absurdo por si só – existir rainha e príncipe no século 21 – ainda tem toda a estória da cerimônia com convite folheado a ouro e blá, blá blá... Imagina! Em um mundo de miseráveis eles deveriam se preocupar em dar o exemplo da elegância sendo ecologicamente corretos e pregando, bem como praticando, o consumo consciente sem desperdício. E eu deveria ganhar o troféu de sonhadora do ano.

Mas não é tudo (parte 1): foram 1.900 convidados só para a igreja. Sim, é isso mesmo, eu não errei o número nem seu óculos deu tilt. A cafonice é algo! Destes 1.900, somente 300 poderão ir à janta/festa dos noivos – ai que vexame! Esbanjam por um lado, são pão duros por outro? Será que é isso? Lamento mas ninguém vai me convencer de que isso é chic, jamais.

Onde já se viu chamar alguém a uma cerimônia, fazer esse alguém gastar com o traje, gastar com o presente para o casal, gastar seu tempo ao sair de casa para ir à igreja e ... voltar para a casa meia hora depois?

Que horror! Se era para se exibir, por favor, fizessem por completo, ou então só chamassem os 300 para tudo oras! Que coisa mais feia.

Mas não é tudo (parte 2): na verdade, a mim nada interessa ficar sabendo disso tudo, quanto mais gastando meu latim com essa baboseira. Eu decidi escrever porque fiquei boquiaberta quando soube, através do mesmo jornal, que uma menina de 19 anos, cuja nacionalidade não me lembro, e francamente nem me importa (parece que é mexicana), estaria há 12 dias em greve de fome, dormindo em uma barraca na frente da embaixada britânica, para ver se convence a família real a dar-lhe um convite para o casamento. Juro por Deus!!! Eu ouvi sim! Agora me digam se não tem cara de piada ou pegadinha do Silvio Santos?

Onde e quando foi que as pessoas se perderam? Ou será que nunca se acharam na nossa ainda curta história aqui na Terra? Onde estarão os pais dela? Muitas perguntas, poucas respostas. Existem muitos exemplos de falta de amor próprio, de baixa auto-estima, auto-sacrifício como forma de pedir ajuda e inclusive desespero por chamar a atenção, que vão desde porres e micos inocentes, até seqüestros, homicídios e suicídios. Existem ainda inúmeras formas de se protestar por causas nobres, importantes e até mesmo essenciais. No entanto, este protesto ou tentativa de chamar a atenção, demonstrando tamanha falta de respeito consigo, em uma greve de fome por um motivo ridículo como a festa do príncipe, é de longe o mais vulgar, tosco e sem propósito que o valha que já tive a infelicidade de presenciar!

Enquanto centenas de pessoas morreram no Egito para libertar o país de um tirano ditador, outras centenas de pessoas morreram na Líbia pelo mesmo motivo, e milhares morrem de fome diariamente na África, na Cidade do México tem uma maluca correndo risco de morte por um raio de cerimônia, um mero ritual que não vai mudar em nada a vida de ninguém. Talvez a dela, para uma cova nem tão rasa, apenas a 7 palmos do chão, e em seguida para o Umbral dos suicidas.

Não sou a favor de nenhuma forma de violência, mas honestamente, morrer lutando contra a ditadura, contra algo que seja urgente, ou para salvar uma vida me parece até poético, digno, ao menos, e provavelmente esteja relacionado a um grande aprendizado para a humanidade que precisa perceber que o diálogo e a liberdade são nossa única salvação. Quanto à menina da greve de fome, não há nobreza alguma em seu gesto, ao contrário, há pobreza de razão. Há ainda, e isso é bastante importante de ser dito e discutido, um desespero que, sem dúvida é estimulado pela mídia, em se fazer presente ou ser parte de tudo, o que é humanamente impossível.

Tudo tem que virar reality show. Nossa vida sem ser notícia parece ter perdido o sentido. Ou estamos na rede ou somos das cavernas. Pertencer ao um grupo é preciso, viver não é preciso. Vale tudo para estarmos ‘antenados’. Tudo, até dar cabo da própria vida contanto que vire febre no you tube. Afinal, o que falta nessas pessoas? Eu arrisco dizer que falta desejo por si mesmas, vontade de se conhecer, sonhos reais e alcançáveis, paixão pela vida, busca por realização espiritual, muita bagagem político-social, isso só para começar.

Estas últimas gerações são de longe as mais despolitizadas e alienadas de que se tem notícia. Outro dia li um livro que falava justamente sobre isso, coisa que eu digo e repito há anos. Vivem apenas para satisfazer suas próprias necessidades. O outro? Quem? Nem sabem do que se trata. Inteligência emocional, resiliência, autoconfiança e paciência são somente palavras cujo significado muitos desconhecem. E se desconhecem a razão da própria vida, qual o sentido de estarem aqui? Nenhum, apenas consumir tudo, incluindo as outras pessoas, uma vez que tudo tem que ser para ontem, na velocidade de um clic. O casamento do príncipe nada mais é que a desculpa neste momento. Em outra ocasião surgirão novas idéias de auto-punição, humilhação e degradação pública. E onde ou quando vai parar? Também adoraria saber. Que esperança! Tem tanta coisa para fazer em tão pouco tempo antes que tantas vidas se percam de forma estúpida. E a caminhada é tão longa...
Imagem: Gerson Turelly

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Indiscutivelmente... Elvis

Esta semana inteira só o que fiz foi ouvir Elvis, repetindo os cd's um após o outro. É impossível cansar. Definitivamente ele não morreu, está tocando aqui na minha cabeça agora mesmo... ah que bom ouvir música boa, que faz um bem pra gente!
 
Para o meu querido amor: nós dois sabemos que todas as músicas de amor são nossas, e essa é uma daquelas especiais, por isso posto ela aqui em tua homenagem meu lindinho!


Surrender
When we kiss my heart's on fire
Burning with a strange desire
And I know, each time I kiss you
That your heart's on fire too

So, my darling, please surrender
All your love so warm and tender
Let me hold you in my arms, dear
While the moon shines bright above

All the stars will tell the story
Of our love and all its glory
Let us take this night of magic
And make it a night of love

Won't you please surrender to me
Your lips, your arms, your heart, dear
Be mine forever
Be mine tonight

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Da Minha Aldeia - Fernando Pessoa


DA MINHA ALDEIA vejo quanto da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...

Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, em "O Guardador
de Rebanhos".

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma pausa para seguir a vida

Ah quanta saudade do meu amado e amigo desktop!

Mas agora que virei quase escrava por tempo quase indeterminado ficou difícil achar tempo para organizar minhas maluquices, quem dirá para escrevê-las...

Por este motivo peço aos meus raros e gentis seguidores que não esperem ler nenhuma novidade aqui ao menos até o natal. Pensando bem, até o Ano Novo, hum... melhor não estipular uma data, não vai rolar... a última coisa que desejo neste momento de transição - de diversas coisas - é ter mais um compromisso!! Seria bem ridículo me impôr a escrita não acham?

Vou guardar meus pensamentos em pedaços de papéis bem pequenos como mensagens codificadas, o que de fato são antes de virar texto, e volto em 2011, quem sabe até com uns quilinhos a menos! Mulheres!!

Beijos a todos, tenham um ótimo fim de ano, curtam bastante a família e os amigos, que é só o que se leva desta vida, caso bebam, não dirijam, tá eu sei que é cafona mas é útil afinal! Muita fé para o próximo ano, sim, é só o que nos resta, não tem jeito! Muita luz, paz e felicidade a todos!!

Deixo a quem interessar um mantra para ajudar a relaxar e meditar (está no cd da Deva Premal que é ótimo). Nesta época tão propícia a reflexões aproveitem para olhar melhor para si mesmos antes de olhar o próximo; aproveitem para doar sem esperar receber; aproveitem para se entregar ao fluxo contínuo do universo porque ele sempre se encarrega de resolver tudo...Natal não é época de dar presentes mas sim de dar amor. Amor exige entrega, entrega exige equilíbrio, equilíbrio gera auto-conhecimento, auto-conhecimento é liberdade, liberdade para fazer o bem!

Gayatri mantra

Om bhur bhuvah svaha
tat savitur varenyam
bhargo devasya dhimahi
dhiyo yonah
prachodayat

Om, contemplemos o esplendor do sol vivificante, presente na Terra, na atmosfera e no céu.Que ele inspire a nossa visão (nosso pensamento).

(Tradução de Pedro Kupfer)


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O crack no Brasil - uma epidemia planejada!

Ontem eu vi por acaso, ao zapear os canais da TV, que em um desses programas evangélicos estavam mostrando a mãe que acabou tirando a vida do filho dependente do crack aqui em Porto Alegre. Não me interessa comentar o sensacionalismo deste tipo de programa, mas eu acabei lembrando do caso que foi, de fato, bem comentado pela imprensa gaúcha. Não foi preciso assistir à matéria para reconhecer que a estória do crack é um assunto muito sério. Mudei de canal mas permaneci com o tema a me exigir considerações. Dormi pensando nas famílias que passam por este drama, nas vidas tão jovens que se desperdiçam em nome de zumbizar pelas ruas com aquele cachimbo sinistro nas mãos em busca de mais uma pedra.
O que temos hoje é uma legião de farrapos e maltrapilhos perambulando por aí, e não me refiro a mendigos ou moradores de rua. Qualquer um que se aventure a experimentar a primeira tragada logo em seguida vai se encontrar na mesma situação, independente da classe social, do bairro em que more, da marca da roupa que use. O desejo de consumir a substância supostamente prazerosa acomete gente de todas as idades, jovens, adultos, solteiros, casados, pais, filhos, pobres e ricos.
Desde a minha infância, lá pela década de 80 era a cola ou a loló que preocupavam a população. Eu mesma vi diversas vezes meninos com menos de 7 anos inalando aquelas porcarias assim, tranquilamente, enquanto caminhavam pela rua, em praças, em esquinas, pontos de ônibus, etc. Mas a impressão que eu tenho hoje é que eles não incomodavam tanto assim: eram todos pobres, quase todos negros, meninos de rua, engraxates, meninos vindos de famílias desestruturadas e sem estudo. Ou seja, nada de mais não é? Eles não interessavam. O que aconteceu então que fez com que de repente se falasse tanto no crack? O fato de que está sendo consumido por gente com poder aquisitivo, artistas, jovens de classe média/alta. Aí a questão muda de figura.
Não há muitos dados sobre o consumo e nem sobre o perfil dos usuários embora algumas universidades federais estejam com a pesquisa a caminho. Os últimos números são de 2005 e afirmam que 40% dos jovens internados em clínicas por conta do uso do crack são de classe média. Não estamos mais falando de gente sem importância não é?
Estamos falando de jovens que nunca haviam tido nenhuma passagem pela polícia, do aumento da criminalidade e de homicídios relacionados ao tráfico do crack, e aí os motivos são muitos e vão desde à falta de pagamento por parte dos usuários endividados com a droga que exige um consumo maior que outros entorpecentes e que, portanto acabam sendo vítimas dos traficantes, à morte prematura de jovens com ataques cardíacos aos 16 ou 18 anos, por exemplo, ou à morte de jovens que decidem roubar para sustentar o vício e se tornam alvo da polícia.
Isso para não falar no grande abalo econômico que esta epidemia está causando, quando tira de circulação jovens em idade produtiva, deixando muitas famílias ainda mais sem estrutura, ajudando a aumentar os índices de pobreza e miséria deste país. Quantas mães que são chefes de família e trabalham fora para conseguir manter os filhos acabam perdendo ou deixando seus empregos para se dedicar à reabilitação do filho dependente químico. E neste caso, quem sustenta aquela família? Para isso é preciso haver políticas públicas, ou as mães não têm como estar presentes em um momento delicado como este, apoiando os filhos e dando suporte emocional, que a meu ver é fundamental para quem já não se sente mais inserido em coisa alguma, devastado pelo efeito do crack.
Ano passado no Rio de Janeiro, um crime relacionado ao uso da droga ajudou a divulgar outro dado preocupante, o descaso do poder público com relação aos usuários e seus familiares. Um jovem que acabou cometendo um homicídio durante uma crise de abstinência fora internado 5 vezes, mas nunca por tempo suficiente porque seu plano de saúde só cobria a internação por 15 dias e a família não podia pagar o restante do tratamento. Além disso, em muitas clínicas ele não foi aceito por não consentir com a internação, o que é perfeitamente normal, qual é o dependente químico que adoraria parar de usar a droga e se internar bem feliz para reabilitação?? Para quem não pode pagar o jeito é levar o dependente à emergência de um hospital e pedir a internação compulsória através do Ministério Público, mas isso pode demorar muito, e tempo é o que um dependente definitivamente não tem. Isso já deveria ser providenciado automaticamente, uma vez que existe demanda, sem precisar que o MP entre com ação para que o Estado pague a dívida, afinal, isso é uma questão de saúde pública! É obrigação do Estado!
Ainda em 2009, casos violentos relacionados à dependência do crack levaram o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a prometer que seriam investidos R$110 milhões até o fim de 2010 para combater o problema e que seriam criados 2.500 novos leitos na rede pública de saúde aumentando a capacidade de internação para 12 mil dependentes químicos. Mas onde estão??? Alguém viu?? Já estamos em setembro e nada. Em ano de eleição as promessas ficam todas em suspenso, aguardando o resultado das urnas. E mais que isso, só a reforma do Palácio do Planalto custou aos cofres públicos a bagatela de R$111 milhões, um milhão a mais que o valor total para um programa nacional de tratamento aos dependentes químicos. Isso não é sério, não pode ser real, mas por incrível que pareça é.
Na ZH eu li que foram liberados R$215 milhões, vai saber! Eu nunca ouvi falar! O Temporão e o governo também não concordam com a internação compulsória, porque parece que se está tentando esconder o problema, trancando-o à força. Eu até posso entender esta posição, não acho que seja ideal para ninguém que uma outra pessoa decida algo de tanta importância e que os melhores resultados são sempre alcançados por pessoas que de verdade desejam se ajudar. Mas, e sempre tem o mas, neste caso, que está se tornando bem maior do que imaginamos e já fugiu do controle há muito tempo, talvez não haja outra saída, não sei, não sou especialista, mas se acontecesse o mesmo com meu filho, eu certamente o internaria querendo ele ou não. Muitas pessoas não têm ou não estão em condições de decidir por si mesmas.
Mas não é a opinião deles que me preocupa, e sim pensar na possibilidade de estar baseada na falta de vontade em investir no problema. Detesto acusar sem ter certeza, mas fica parecendo que o poder público não está a fim de trabalhar para recuperar um bando de “drogados”, que provavelmente vão voltar ao vício. E se todo mundo decidir internar os parentes na marra? Já pensou quanto isso iria custar ao governo? Então talvez seja melhor esperar até que o doente queira se ajudar por conta própria, porque quem sabe até lá ele já tenha morrido e seja um a menos na conta final!
Desculpem se estou sendo ofensiva mas infelizmente em matéria de política eu não confio em ninguém, tomara que eu esteja errada, sinceramente eu queria poder acreditar que as opiniões dos políticos são sempre fundamentadas na experiência, na tentativa de otimizar o trabalho, enfim, mas por hora só consigo duvidar.
Agora imaginemos o subproduto de uma droga, que é ainda mais viciante, podendo ser fumado ou injetado, cujos efeitos duram apenas 5 minutos e possível de ser comprado por R$5 e até R$1. Em seguida imaginemos uma grande população de rua, um grande número de usuários de drogas mais caras que precisavam de três vezes mais dinheiro para garantir seu consumo, e muita desinformação, falta de políticas sociais adequadas, falta de um sistema de saúde eficiente, etc. O que dá? Surto do uso de crack. Acho que o estrago já era esperado.
Por este motivo, quando eu digo que a epidemia do crack foi planejada me refiro ao fato de que não adianta o governo liberar grana para tapar furos. Crises se resolvem com a solução do problema que causou a crise. Ninguém se cura de uma doença sem conhecer e combater sua causa. É a causa que deve ser combatida e isso está bem longe de acontecer. Por quê? Por que o tráfico de drogas é apenas a ponta do iceberg. Por trás dele têm grandes empresários e políticos e, sendo assim, certamente não há interesse real em se acabar com um ramo de negócio tão lucrativo, que banca campanhas eleitorais, obras e ainda rende verdadeiras fortunas.
Eu não acredito que ainda exista o tráfico por que é difícil combatê-lo, acredito sim que não se quer combatê-lo por que esse dinheiro circula por todos os meios deste país e do mundo, onde menos se espera. Existe tele-entrega de cocaína em festas da high society, existe uso de drogas em festas da favela, não faz diferença. Enquanto se drogar for considerado cool isso não vai mudar. Os usuários de drogas precisam se conscientizar que são parte deste mercado cruel, onde muitos jovens e até mesmo crianças são vítimas. Quem usa paga o tráfico, as armas, as quadrilhas que compram as armas para fazer assaltos, a corrupção policial e todo tipo de violência relacionada. Existe droga porque existe quem usa, simples assim!
Tem quem pense que é só curtição, nada de mais. O problema é que com drogas como o crack o lance bacana acaba rapidamente e ficam as crises de abstinência, enlouquecedoras e graves.
Quando existe uma questão como esta, séria a ser discutida e analisada para que se possa resolver o mais rápido possível, mas não se faz isso por descaso, negligência ou por falta de recursos que não são liberados por falta de projetos bons e comprometimento, acho que dá para afirmar que era um problema anunciado. Apenas adiamos falar sobre ele. Estava debaixo de nossos olhos o tempo todo, planejado pelos traficantes para viciar em menor tempo, para aumentar a margem de lucro, ignorado pelas autoridades por ter atingido inicialmente uma parcela quase lumpem da população. E agora o jeito é tentar correr atrás do prejuízo.
O que eu acredito é que nada sozinho funciona. Honestamente, em se tratando de governo, como eu disse antes, qualquer coisa que façam já ajuda, ainda que não seja o suficiente, mas vindo deles é sempre bom a gente ficar feliz porque podia nem vir, então que bom que tenham projetos para amenizar a situação. Eu rezo para que ajude, de verdade, mas há controvérsias. O que eu humildemente sugiro são ações públicas e familiares que aliadas podem ser um grande recomeço para esta estória terrível:
- para começar é preciso que o governo invista em cuidados básicos como creches públicas, para que os pais possam trabalhar tranquilos, e que as crianças de lugares desprovidos possam aprender, se exercitar, receber orientação e cuidados que sozinhas em casa elas não vão ter;
- é preciso que se invista em educação, educação e educação, com turno integral nas escolas públicas, com diversas atividades esportivas e artísticas, para que as crianças não fiquem pelas ruas, podendo se tornar alvo dos traficantes inclusive como aviõezinhos – o que é bem comum, e que a escola em si seja forte, preparando para a vida, onde não se ensine o preconceito, nem o racismo, nem o embrutecimento, com professores super preparados para lidar com pessoas não com robôs como a maioria deles gostaria;
- é urgente que haja investimentos em trabalho e cultura, com cursos profissionalizantes, e mesmo cursos livres de arte, para quem já acabou a escola e não tem como pagar uma graduação ou ainda não passou em uma universidade pública, que aliás, deve ter muito mais vagas para se tornar democrática e poder abrigar os sonhos de quem não foi ensinado a sonhar;
- é igualmente urgente que tenham investimentos na área esportiva para que se criem times e equipes em diversas modalidades esportivas, para que ao sair da escola os jovens continuem se realizando no esporte, caso seja esta sua vontade – que é o que o pobre neste país não tem: vontade. Se vive como pode, sem recursos, sem perspectivas, e isso só gera mais desigualdade e mais violência, mais injustiças;
- e então seria ideal que o SUS oferecesse atendimento digno a todos, e claro, neste caso específico, aos usuários de drogas, o que serviria também aos jovens de classes mais altas, uma vez que as outras medidas seriam mais impactantes para as classes baixas do país, ao menos em curto prazo. Tratamento clínico e psicológico, porque a terapia é um grande passo rumo ao auto-conhecimento e o auto-conhecimento é a chave para que se entenda os motivos pessoais que levam cada um ao uso abusivo de drogas e álcool e consequentemente à evolução. Também faz-se necessário o uso da terapia e apoio às famílias dos dependentes, afinal tratar o doente e não tratar os cuidadores não tem o menor sentido.
Certamente entendo que nada disso se constrói do dia para a noite, mas uma hora a mudança tem que começar! Sem o primeiro passo nada se ajeita. É uma longa caminhada, porém necessária. Não tem jeito, para chegar à solução de um problema é importante que se haja de forma conjunta, combatendo outros problemas que são a causa.
Tudo isso vai extinguir o uso de drogas definitivamente? Não sei, não tenho bola de cristal! O ser humano por natureza sempre está buscando uma nova ilusão para entreter a mente agitada e ávida por aventuras infantis, no entanto muito se terá feito pela maioria das pessoas que necessitam.
Quanto às ações familiares a que me referi acima, por incrível que pareça, acho que é um pouco mais difícil, porém não impossível. Os pais precisam estar atentos ao comportamento dos filhos, e prontos a ajudar, não a julgar. Amor e respeito são fundamentais em qualquer circunstância. Buscar ajuda quando percebeu que não tem mais o chamado controle da situação também é uma medida importante. Infelizmente muitos pais deixam para tentar intervir quando já é tarde demais.
Têm familiares que preferem fingir que não há nada de errado até que o problema se torne grave, por vergonha, medo de sofrer preconceito, medo de ser julgados como culpados pelas atitudes dos filhos, principalmente quando se trata de gente de classes mais altas. Uma pena! A omissão impede que se fale sobre o assunto e os pais precisam conversar com os filhos desde sempre. Não é como se costuma fazer: deixam para falar de camisinha quando descobrem que os filhos estão tendo relações sexuais, deixam para falar sobre o uso de drogas quando acham que os filhos podem estar usando, mas aí é tarde.
Por que não ser amigo dos filhos, compartilhar as dificuldades, as dúvidas, a intimidade, desde que sem invasões, mas com amor, com tranqüilidade, sem pressão, sem cobrança? Pais mais próximos dos filhos têm mais chances de ensiná-los tudo que precisam saber, de estabelecer uma relação de confiança que é a base de qualquer relacionamento, é um erro pensar que isto só deve existir entre casais. Olhe para seu filho, mas olhe de verdade, descubra quem ele é, do que ele é capaz, seus defeitos, suas virtudes, seus medos...descubra seu filho!
Bem, como eu sou apenas uma blogueira, não seria de bom tom me estender mais do que já me estendi. Fica aqui mais uma vez minha palavra, que é com que posso contar na tentativa de ver o mundo transformado. E não tenham dúvidas, o mundo irá se transformar, a humanidade caminha para isso, lentamente, mas caminha, e enquanto há movimento há mudanças!


Imagem: Rostos Anônimos de Olga Gouveia

Informação nunca é demais:
1 http://www.senad.gov.br/

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Eleições 2010 – hipocrisia gratuita, ou melhor, obrigatória!

Advirto aos viajantes que esperam encontrar aqui uma brilhante análise política e politizada sobre este momento tão particular. Grande engano! Este post irá tão somente fazer piada da piada que é a democracia neste país. Não tem nenhuma intenção em oferecer uma outra alternativa, como é hábito meu, nem ser otimista, outro hábito que mantenho em meus textos. Não, não, não... piada, piada e piada. Uma homenagem à palhaçada vista diariamente na TV!


Então tá, cá estou eu para falar do Horário Eleitoral Obrigatório, que é hora certa para dar boas risadas. Aqui em casa ao menos a gente se diverte horrores! Ah mas também se não for assim é bem fácil surtar! Hoje vendo a campanha do Serra fiquei até emocionada ao ouvir pela qüinquagésima vez ele contar que inventou os genéricos, o programa contra a AIDS com a distribuição dos remédios sem custo algum para os portadores da doença, o projeto de ter duas professoras auxiliares em salas de aula do ensino fundamental para ajudar os alunos enquanto a professora titular passa o conteúdo no quadro (ai que incrível), escolas técnicas, um programa de saúde para acabar com as filas nos postos e hospitais e que tratou e trata pessoas com catarata (antes elas não viam o céu, mas agora, graças ao Serra elas voltaram a enxergar!!!). Nossa quanta coisa não?

Ah, esqueci de dizer que foi o Serra que inventou o automóvel, o avião, o relógio, o helicóptero, o papel, a lâmpada, a teoria da relatividade e também foi ele que fez pela primeira vez a pizza como ela é conhecida hoje. Ele participou do projeto do Titanic (se afundou ele não teve culpa!), da Torre Eiffel e fiquei sabendo que inclusive esteve na coordenação da construção das pirâmides do Egito. É ou não é um belo currículo??
O make up da Dilma não muda minha opinião sobre ela e o PT, mas preciso confessar que ela está beeem bonita! Ah mas eu com o personal stilist dela hein??
A Marina Silva aconselhando os trabalhadores miseráveis deste país a investirem na Bolsa de Valores para esquentar a economia do Brasil me deixou muito, mas muito assustada, só não consegue me assustar mais que a grande farsa que é o Partido Verde – que vergonha!
O PC do B que há muito deixou de ser um partido, comunista então, fala sério, não, não tá beleza! Vive à sombra do PT, só parasitando cargos. É triste de ver. Na verdade nestas eleições têm muitos candidatos parasitando. Quase todos mostram imagens suas com o Lula, coisa feia! Detonam o cara mas se aproveitam da popularidade dele para se eleger, credo que baixaria!
Tem aqueles candidatos fascistóides que tem um discurso policialesco, contra os “bandidos e marginais”, nossa, os “bandidos” é que devem ter medo deles, gente mais picareta!

Tem aquele horrível, acho que é o PTC, em que aparece um anjinho – ai pobre do anjo, que coisa é aquela??
E não poderia faltar a tia que diz: “olá, sou a fulana, casada, mãe de 2 filhos....” mas afinal, o que eu tenho a ver com isso?? Coisa mais preconceituosa, tia moralista!

Mas apesar de toda esta lama, em matéria de campanha patética o Serra dispara! O cara inventou tudo. Meu Deus, ele não trabalha com equipes, com grupos das secretarias de saúde, de educação, gente que rala e que nem aparece porque tem um político personalista que rouba ou tenta roubar a cena. Por que ele não fala que apoiou e incentivou as idéias que são de outras pessoas – não dele!

A gente costuma brincar que ele vai reivindicar os genéricos até a morte. É! Vai chegar do lado de lá (porque tem o lado de lá sim) se apresentado: “Olá, eu sou o José Serra, o pai dos genéricos...” até me pergunto se ele não seria o meu pai também?!!
Ah, mas que amolação! O brasileiro já tá acostumado a ouvir mentiras, a ser enganado, a engolir sapos, ok. Mas péra lá, tem limite né!

Mente Serra, mente, mas aprende a mentir bem. Faz como o PT que sabe contar lorotas com a maior verdade do mundo, o Lula é craque! Loteou a Amazônia e é conhecido internacionalmente por ser defensor da ecologia. Até a Copa no Brasil será ecologicamente correta, que tal? Aprende Serra a enganar com mais categoria e dignidade porque assim tá demais, assim não dá!



A imagem é do site http://www.nanihumor.com/ vale à pena dar uma olhada e rir um pouco.


PS: acho que o Serra andou ouvindo uns desaforos porque nesta última semana ele veio com um discurso de que aprimorou as idéias que "não eram dele"... ah finalmente um pouquinho de noção da realidade. Não duvidaria se ele levasse um belo processo por mentir sobre idéias alheias!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cinema nacional inteligente para crianças inteligentes

Vou fazer um protesto pacífico sobre a situação do cinema nacional. Meu filho com quase 7 anos já cansou dos 'infantis', mas não pode ver os 'adultos', e aí, o que fazer?
Os filmes infantis que são bons, têm qualidade e conteúdo, têm uma mensagem positiva são direcionados para crianças pequenas (tudo bem que todo mundo olha, mas são feitos com outro objetivo), os que tem temas mais atuais ou fictícios, de ação adolescente, são como bem disse, para adolescentes, com exceção da série Harry Poter que deveria ser vista por todas as idades, eu adoro! Então as crianças que não são pequenininhas, mas também não são adolescentes ficam no limbo, não há filmes bons sendo feitos para elas. Muitos filmes nacionais são ótimos, têm conteúdo, são sociais, políticos, explicativos, poderiam ser passados nas escolas, serem alvo de debates, mas se tornam inviáveis em função das pesadas cenas de sexo e de violência explícita.
Eu entendo que algumas cenas de sexo se justifiquem para mostrar a personalidade dos personagens, a forma como estes entendem o mundo e se relacionam com ele, mas também acho que devem ter outras formas bem mais inteligentes e inteligíveis de se mostrar os traços de determinado personagem ou determinada realidade sem necessariamente ser através do sexo. E assim igualmente para as cenas de violência extrema. Acho que não fazem falta em filme nenhum! É possível criticar de outro jeito!
Quantas produções de guerra, filmes históricos, fazem sucesso sem mostrar sangue, a gente sabe que o fulano levou um tiro, ou sei lá o que, mas não precisa ver ele ser estripado, queimado, violentado, degolado...credo, acho que é exagero, e todo exagero é desnecessário. Como discutir um filme como Tropa de Elite com adolescentes sem que eles se choquem com as cenas de assassinatos cruéis mostradas na produção? Quem perde com isso são os jovens que acabam por não entender o filme direito, muitos inclusive acham que o filme é uma apologia à polícia, que é fascista, e pior, tem aqueles que adoram saber que a polícia mata, que os caras são os "Caras", destemidos, tipo Stallone, no pior estilo Rambo - de volta para o inferno - oh céus, que horror! Mas ainda têm o grupo que mais me assusta, que são aqueles jovens que simplesmente não se chocam mais, e talvez sejam a maioria. Das duas uma: ou sou mesmo uma ingênua incorrigível e pateta ou confirmo minhas convicções de que os valores do mundo estão absolutamente trocados e malucos! Onde já se viu se acostumar com a violência e com a barbárie?
As crianças estão órfãs de cinema bom, de arte boa, em que haja a possibilidade de discussão, de aprendizado, mas sem as cenas demasiado carregadas que temos nas telas. Conheço crianças e jovens que sem nunca terem passado por nenhuma experiência traumática desenvolveram medo de coisas até bobas, que fogem do dito 'normal'. Certamente não sou especialista, mas todas estas crianças moram em lugares onde existe tráfico, tiroteios, assassinatos no meio da rua em plena luz do dia. Coincidência? Duvido! A mente deles é mais delicada que a de um adulto, acaba sofrendo com estes acontecimentos e ao longo do tempo acaba por ver perigo até onde ele não existe, por isso a importância da arte como forma de expurgar as energias negativas e principalmente o stress, para que os traumas e medos possam ser transmutados em energia positiva, elevada. Por isso é bom que o cinema seja educativo, faça amadurecer, faça-os conhecer sua história, entender e criticar, não para que eles conheçam como se pode matar sem ser punido, ou que aprendam formas de matar mais ou menos interessantes, ou ainda aprender a achar que toda essa porcaria é a mais pura realidade e que portanto eles têm que se adaptar e achar que é assim mesmo, que não tem nada que eles possam fazer para mudar. Acho que muitos filmes acabam reforçando certos estereótipos que não deveriam nunca ser tomados por exemplo, que tomam por normal certas atitudes absurdas, que banalizam situações insustentáveis.
Fico pensando, até quando vou ter que ver com meu filho os filmes da Pixar/Disney por falta de opção no cinema de nosso país? Tá certo que adoro quase todos, mas tem uns que não dá pra aguentar, até por que a violência verbal já faz parte destes filmes, as piadas infelizes e as lições tipicamente americanas que muito me irritam também! Por que ninguém no Brasil se interessa em fazer filmes para quem não é grande nem pequeno? Às vezes parece que se faz cinema para a crítica, não para as pessoas comuns, não para quem paga de verdade o cinema neste país!
Fotografia de Dilermando Cabral

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O poder da máquina - a impotência do homem

Nesta semana tivemos o dia do amigo, mais uma data para o comércio comemorar, eu sei, mas até que não é má idéia, acho que as pessoas estão precisando se doar mais. Na verdade as pessoas estão precisando aprender tantas coisas que dá até medo imaginar o que o mundo está se tornando. Mas ao mesmo tempo dá um alívio saber que um único dia é suficiente para caírem as fichas de uma vida inteira, e é quando a mudança acontece... o que isso tem a ver com o dia do amigo? NADA, por que eu não estou aqui para falar do tal dia! Estou aqui para falar de aprendizados. Ouvi, na rádio Itapema (no dia do amigo – e juro que não falo mais nisso) a crônica falada sobre acidentes de trânsito, de um cara que atropelou um motoqueiro porque dirigia completamente bêbado. Ao ser entrevistado ele debochou da estória toda, e parece que já tem passagem pela polícia por mais três atropelamentos sérios, não sei se houve morte em algum. E foi interessante ouvir as conclusões da menina que narrou a crônica porque eu e meu amado estávamos a falar sobre isso um dia antes, pois é, são aquelas coincidências da vida!

Eu falava exatamente sobre o fato de achar que o carro é a extensão do falo. Sim, é isso mesmo que eu acho. Que os homens, ao contrário das mulheres, vêem no carro muito mais que um equipamento utilitário, necessário para a locomoção. Eles entendem o carro como um grande símbolo de poder, uma parte deles, uma parte forte, capaz de matar e, melhor, capaz de não identificá-los. A máquina é o corpo que eles não podem ter, e como não podem lutar no sentido próprio da palavra, sair no soco e chute com outro homem, a luta foi, de certa forma, institucionalizada no trânsito, onde se travam verdadeiras batalhas entre os mais fortes e os mais fracos. O fraco, neste caso, é o cidadão que cumpre e respeita as leis de trânsito, que é prudente e dirige com cuidado. Ah sim, porque forte é o machão que mete o dedo no nariz, que cospe e joga lixo pra fora do carro, que fura o sinal, que buzina pra todo mundo, que xinga as mulheres, manda elas pra casa com os filhos e o fogão. Se não ultrapassar não é o cara! A sensação de impunidade que o carro cria, apesar de ser ilusória, mexe com o ego desses primatas. Imagine só como é fácil bater em outro carro, atropelar alguém, ou qualquer outra infração, por detrás de um vidro fumê! Não se pode ver quem está lá. Se o homem sai rapidamente do local, às vezes não dá nem tempo de anotar a placa, e pior, às vezes a placa é clonada! Bingo! Vira título de filme de quinta: Pegue-me se puder!

É patético, infelizmente, patético, mas é a mais pura realidade!

Na mesma semana mais uma coincidência muito triste... a morte do filho de uma atriz famosa por atropelamento, o motorista fugiu, não prestou socorro, parece que estavam fazendo racha, que másculo não? Quer coisa mais máscula que um bom pega? Ah sim, tem mulher que gosta, vai entender, o ser humano é definitivamente a criatura mais complexa do universo, o resto é fichinha! Não tenho e não preciso saber se era chegado o momento deste menino de 18 anos trocar de Plano, não importa, as infrações de trânsito não se justificam por nada neste mundo. Nem do outro!

Aos 16 anos eu fui atropelada... assunto desagradável, mas pertinente. Fiquei 5 meses deitada, sem conseguir sequer sentar, passei por muitas cirurgias, nada grave, mas tenho algumas pequenas limitações. Perdi muitas coisas naquele momento, o sofrimento foi terrível, mas eu ganhei a vida de volta, e não fiquei com nenhuma seqüela irremediável. Mas nem é esse meu assunto, quero contar do motorista que causou isso tudo. Ele dirigia bêbado, em alta velocidade, e tão logo eu rolei no chão, atirada por seu carro a muitos metros do lugar em que estava ele correu em minha direção e tentou me chutar, dizendo palavrões e profundamente frustrado por que eu havia amassado o carro dele. Não conseguiu concluir a ação porque foi impedido pelas pessoas que me acompanhavam. O que houve depois? NADA. Nunca houve nada.... não tinha naquela época o Código de Trânsito. Como a gente vê, hoje que está em vigor parece que não faz diferença! O Brasil é o país das leis mais lindas do mundo, pena que elas não saem do papel!

A sensação de impunidade em qualquer ocasião tem consequências graves, no trânsito isso fica mais claro, é mais imediato, é a selva, cada um por si e Deus por quem eu matar. Às vezes ao observar os carros, chego a ter a nítida sensação de que eles são os vilões, como aquele desenho do Pateta em que há um julgamento para os carros, alguém se lembra? Parece mesmo que eles voam, ultrapassam, debocham do que ficou pra trás, pegam as garotas de programa escondido da família e as devolvem – ou não, enfim, parece que o carro se tornou um ente, capaz de ser anônimo não importando a situação.

É esse desejo de se dar bem a qualquer custo, essa sensação de anonimato que leva muitos motoristas a fugir à responsabilidade de seus atos nas estradas, dentro de seu suporte biônico, sua cápsula de fuga da realidade, seu casulo de proteção, e por que não, seu útero mecânico!
É, as pessoas precisam se doar mais... a vida não é um jogo, embora alguns pensem que seria mais divertida se fosse. Nenhum de nós está livre de cometer uma barbeiragem e acabar ferindo outra pessoa, acontece, nós erramos, somos humanos afinal. Mas provocar isso é cruel, é insano! Já não chegou de violência? Até quando vamos ter que conviver com a barbárie para aprendermos que viver em paz é bem melhor, que dói menos? Espero que ninguém precise passar pelo que passei e tantos passam diariamente para entender o que um automóvel é capaz de destruir, ou melhor, o que o ser dentro do carro é capaz de destruir! São muitos os caminhos que podem levar à solução deste problema que envolve inúmeros fatores, e não é a velocidade que vai nos levar a qualquer um deles!




Aproveito para divulgar a campanha do Jornal Bem Estar para o trânsito: é só entrar no site e pedir o adesivo, que eles enviam pelo correio, com a seguinte frase: GENTILEZA gera amor e paz!