Matisse - Lady on the terrace (1906)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Os compromissos assumidos e as fugas...


São tantos temas para serem discutidos e pensados que talvez um blog seja pouco... este, sobre o qual me debruço agora eu considero muito importante porque trata-se de uma questão cotidiana, extremamente recorrente, bem comum mesmo que é  a traição. Longe de me ater às explicações simplistas ou apenas aquelas dadas por um único ponto de vista, acredito que a traição é uma questão complexa, tanto quanto complexo é o ser humano!


Quando estamos prestes a reencarnar e temos a possibilidade de escolhermos a forma como vamos expiar nosso carma, os meios pelos quais faremos nossos aprendizados, muitas vezes fazemos escolhas difíceis, crentes que ao chegarmos aqui iremos lembrar-nos do compromisso assumido e que tudo vai ser simples... mas não é bem assim.

 Algumas vezes nos impusemos penas duras de uma só vez, a fim de ser mais rápida nossa ascensão espiritual, no entanto, acabamos falhando ao longo da caminhada. Há ainda os casos em que não temos, por falta de merecimento, a oportunidade de fazermos as tais escolhas, e a forma como a vida irá se desenrolar a ponto de nos proporcionar os ensinamentos necessários nos é imposta... e embora sejamos bem avisados sobre nossas atitude chegamos aqui e novamente incorremos nos mesmos erros!

Sim, errar faz parte de nossa natureza, definitivamente não somos perfeitos, mas também não é bem verdade aquela afirmação que ouço seguidamente: “eu nasci assim, sou assim e vou morrer assim!”

Nascer com problemas e dificuldades eu compreendo, quem de nós não tem provas a cumprir?  Porém aceitar com naturalidade que não há jeito de mudar é uma questão séria demais para ser dita em tom de brincadeira!

Nossa obrigação aqui na encarnação atual não é justamente a busca da evolução espiritual? A busca da iluminação? Não é a ideia principal que a gente se liberte das amarras do passado e nos preparemos para enfrentar a vida sem mágoas, rancores, ódios e sim como amor, esperança, fé, serenidade? O que fizermos de nossa existência será feito do planeta, por isso somos co-responsáveis por tudo que há de ruim acontecendo no mundo quando emitimos pensamentos negativos ou temos atitudes negativas.

Não há ação sem reação!

Onde entra a traição? Neste instante: quando nos apaixonamos por alguém e assumimos com esta pessoa – nossa irmã de jornada espiritual – um compromisso, seja namoro, casamento, união estável, enfim, devemos honrar este compromisso assim como deveríamos honrar as promessas e compromissos que assumimos ao encarnarmos. É a mesma coisa! Somos co-responsáveis pela vida desta pessoa também. Há um envolvimento espiritual e energético muito poderoso aí! Bem ao contrário do que se pensa o sexo de carnal não tem nada, é energia pura, densa, que mantém espíritos ligados por sucessivas vidas de forma positiva ou extremamente negativa. Que dizer então da paixão e do amor? Verdadeiras redes de conexões energéticas para o bem ou mal, nos aprisionando a outrem ou nos ligando com as forças astrais superiores. Só depende de como agimos.

Devemos agir com seriedade em todos os aspectos. A mesma seriedade que temos em nosso trabalho, com os nossos filhos, com nossos pais e irmãos daqui. Não há diferença. Prometemos nos momentos de felicidade cuidar, respeitar, amar... mas basta qualquer coisa dar errado, ou de repente a percepção de que aquele relacionamento não é o que a pessoa queria de verdade e pronto, ela vai em busca de outro que preencha seu vazio existencial!

Afirmo com todas as letras e sem medo de errar que não há droga, bebida, cigarro, aventura sexual, etc, que trate o vazio existencial de quem não sente verdadeiramente a presença de DEUS no âmago do coração. A presença do EU SOU está lá, sempre esteve, mas nós esquecemos de nossa natureza divina e caímos na farra, na busca desenfreada dos prazeres mundanos e fáceis de encontrar, por que por incrível que possa parecer é mais fácil enxergar um ponto cinza do meio da rua que a chama divina dentro de cada um de nós.

Fugimos de nos encontrar de tal maneira que somos capazes de passar uma encarnação inteira sem nos conhecermos, sem saber até onde vão nossas limitações e capacidades, sem saber como e por que nos apaixonamos, e por que deixamos de nos apaixonar. Sem perceber o que mais nos incomoda no parceiro e por que, e também não lembramos que os defeitos do outro geralmente são nosso espelho, uma boa oportunidade para nos enxergarmos e corrigirmos nosso comportamento.

Fugimos de saber o que realmente amamos fazer na vida, de saber o que mais nos faz felizes... sequer nos permitimos parar para uma breve reflexão, sempre com a desculpa de não termos tempo.

E se não encontramos tempo para nós, quando e como encontraremos tempo para cuidar do outro? Ninguém ama alguém se não se ama, não respeita outro alguém se não se respeita, e assim vai!

Trair se tornou tão corriqueiro que há muitas pessoas traindo sem terem ao menos desculpa de problemas no relacionamento. Esta fuga da realidade inclusive gerou um comércio que insiste em existir desde antes o Mestre Jesus ter renascido aqui.

Como disse antes, a cada ação uma reação! Por que há quem trai, há quem se vende, há quem agencie, há o estabelecimento que venda a bebida e as drogas... uma cadeia de ações gerando carmas individuais e coletivos...

E o que dizer dos que traem por que se apaixonaram por outro alguém? Bem melhor do que procurar sexo em lugares de baixíssimo padrão vibratório, mas ainda assim, por que não sentar e conversar com a pessoa com quem se assumiu compromisso?

Por que julgamos tão difícil olhar nos olhos e admitir que ficamos confusos, que os sentimentos estão embaralhados, que tem um outro alguém que mudou algo dentro de nós? Que medo enorme é esse temos de nos abrir, de sermos honestos com a gente e com o outro? Que pavor de nos mostrarmos frágeis e assumirmos as fraquezas e os defeitos?

Nessa hora eu vejo a humanidade como um grupo de crianças que acreditam que já são adultas por que aprenderam a segurar o próprio garfo e entraram para a escola!

Não há curso superior, trabalho, profissão, dinheiro, status e qualquer outra coisa que garanta a maturidade do indivíduo, é a forma como ele se relaciona, como lida com seus sentimentos, com suas emoções, é pela forma como trata o outro, é de acordo com o respeito que demonstra pelos sentimentos alheios, pelas frustrações  e dificuldades do outro.

Quem trai, trai a si mesmo! Trai sua gigantesca necessidade de se tornar humilde, de não mentir, não enganar. Trai sua capacidade de amadurecer e assumir os erros, trai a confiança do outro e de si mesmo, trai os princípios universais da grande Lei deixada pelo nosso amado Mestre Jesus “AMAI AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO”.  Só esta Lei resume tudo. Não devemos jamais fazer ao outro o que não gostaríamos que fizessem conosco!

É muito mais simples do que parece – é uma questão de escolha de vida e de determinação em seguir o caminho do bem.

Quem trai, trai à sua natureza divina, ao seu plano divino organizado antes da encarnação, trai os compromissos assumidos com o plano astral e trai a sua própria consciência, que é quem vai ditar as provas e expiações das próximas encarnações, por que nós mesmos, através de nossas atitudes, é que vamos de encontro aos problemas e dores de cabeça tão conhecidos daqui da Terra, afinal, como também disse o Grande Mestre: “A CADA UM CONFORME SUA OBRA!”

Pense bem na obra que você está construindo por aqui... ela vai te acompanhar nesta em outras encarnações, não tenha dúvidas! Sempre há tempo de pensar, de escolher, de refletir. Lembre-se sempre das palavras do Mestre e a verdade surgirá, iluminando os breus que ainda nos faltam entender e aceitar, para darmos início a nossa reforma íntima, tão urgente e tão negligenciada!



 Rashmi.






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